
Das duas uma:
1. Das cinzas ao vento.
2. Do sentimento as circunstâncias.
Só sei que 3 é exceção.
Hj tá difícil de escolher....!
Quem disse que somos feitos de sentimentos, seja profano ao ponto de deslizar os momentos. Quem precisou correr para sonhar, que caminhe pela realidade até alcançar. Quem sabe assim resolva viver tão quanto sofreu. Deus lhe pague, até acabar.


Penso, igual ele pensa
Cada dia que passa a atitude é submissa aos olhos sociais, isto é o indivíduo se torna cada vez mais individualista. Ser individualista para muitos é até uma questão de praticidade, afinal olhar para si e esquecer da realidade é sinônimo de leveza de espírito. Aqui, é claro, vale a regra da exceção.
O homem, seguido de uma linha cronológica, passou por várias mudanças e continua em eterna mutação. Com o teocentrismo, na idade medieval, Deus era visto como ser absoluto e a tradição era conseqüência de escritos da sagrada escritura. Mais tarde com o antropocentrismo, na idade média, houve um despertar do homem a submissão da Igreja, revoluções em busca da racionalidade, da legitimidade de certas verdades reconhecidas por razões, até então, metafísicas e uma grande dúvida ordenada para se construir uma nova filosofia.
Hoje, após vários séculos, a tão famosa frase dita por René Descartes: “Penso, logo existo” – Cogito ergo sum - se transformou em uma, grande baderna da vida privada. Se todos existem logo todos pensam, mas e se todos existem por pensarem iguais aos outros, o que somos? Alguém pensa alguma coisa original mente? Embaracei tudo? Não, meus caros, hoje a sociedade é repleta de conceitos nada originais, que foram inseridos a partir de um contexto capitalista, a modernidade entrou em crise de espírito e o auge do corpo, em ter um porte igual a determinados padrões se mescla com a falta de bom senso.
Com as práticas capitalistas, vigora uma indústria que se move para produzir um grande espetáculo de dependência. As pessoas são restritas a aspectos que, sem nenhuma razão, irão classificá-la como digna serem aceitas socialmente. A sociedade que até então buscava formas de pensamento para explicar fundamentos existentes, se limita a um mar de valores, extremamente antiquados.
Engana-se quem pensa que estar na moda é ser verdadeiro, perspicaz e atual. Seguir tendências puramente ditadas são costumes, extremamente, conservadores que por sua vez, mostram uma postura ultrapassada, mais do que o próprio significado de ultrapassada.
Bom, por mais denotações que existam da palavra “original”, temos que pensar que nada é novo. Talvez a grande resposta, para as buscas incessantes de várias verdades, na idade média, seja porque muita coisa era mal fundamentada. Atualmente a maioria do que temos, ao contrário do tempo dos antropocentristas modernos, é muito esclarecido e compreendido. Por estas questões não posso ser tão radical a ponto de condenar severamente atos “pops” que, reconheço, são inerentes da cultura pós-moderna.
Por fim, a única coisa que aqui ressalto e condeno, é a carência que as pessoas têm em dizer, vestir e fazer o que realmente querem. Em um mundo com disposições tão evoluídas e com pensamentos tão livres, legalmente assegurados, porque não há pessoas francas com elas mesmas?
Uma das formas mais importantes de se adquirir direitos é tomar atitudes necessárias e que partem da própria vontade. É preciso, abrir espaço para a comunidade humana, através de um grande diálogo, ser mais autêntica, mais sincera e através de consensos não serem mais ditatoriais e conservadoras.
Mais uma coluna publicada no site http://www.turmadodin.com.br
Anna Karoline Pacheco Teixeira – karolpacheco@gmail.com
Foto: Festa brega!!
Enquanto isso, na sociedade brasileira...

O VENTO
Los Hermanos
Posso ouvir o vento passar
Assistir a onda bater
Mas o estrago que faz
A vida é curta pra ver
Eu pensei: que quando eu morrer
Vou acordar para o tempo
E para o tempo parar
Um século, um mês
Três vidas e mais
Um passo pra trás
Por que será?
Vou pensar
Como pode alguém sonhar
O que é impossível saber
Não te dizer o que eu penso
Já é pensar em dizer
Isso eu vi, o vento leva...
Não sei mais
Se tu quer, como sonhar?
Que o esforço pra lembrar
É vontade de esquecer
E isso porque diz mais
Se a gente já não sabe mais
Rir um do outro meu bem
Então o que resta é chorar
E talvez, se tem que durar
Vem, renasce do amor dentro de lágrimas
Um século, três
Se as vidas atrás
São parte de nós
E como será?
O vento vai dizer lento que virá
E se chover demais
A gente vai saber
Claro de um trovão
Se alguém depois sorrir em paz
Só de encontrar